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nov 28, 2017

Da nossa terra… Francisco Vieira Daniel

Nosso homenageado deste mês é Francisco Vieira Daniel, popularmente conhecido como Quito. Nascido em Araçoiaba da Serra em 5 de Novembro de 1944 é casado com Angela e tem uma filha, Laura. Apaixonado por cinema, Quito relata que, ainda criança, recortava tiras de histórias em quadrinhos e passava os desenhos em papel vegetal, com tinta nanquim. Feito isso, colava os desenhos em sequência, como se fosse um rolo de filme, e colocava em uma caixa de papelão com duas lâmpadas, para projetar na parede. Esta paixão foi responsável, no futuro, pelo segmento comercial no qual atendeu por 22 anos, na antiga Dakar Vídeo, locadora na qual foi proprietário. “Aos finais de semana, após a missa, a locadora virava um ponto de encontro, pois tínhamos muitos clientes. Sempre investi em fitas originais, para bem atender meus clientes”, lembra Quito que, assim como muitos, não imaginava que o surgimento dos DVDs, que facilitaram a expansão da pirataria, e depois outras plataformas de filme on demand, como o Netflix, por exemplo, praticamente mataria as locadoras. “Na época de Titanic, por exemplo, adquiri 30 cópias do filme, e mesmo assim tinha fila de espera. Hoje, isso é impossível de acontecer, com a popularização dos conteúdos via internet”, relata.

Paralelo ao negócio, Quito praticamente a vida toda trabalhou na Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) e se recorda da popularização dos campeonatos varzeanos, que se iniciaram no ano de 1973. Relata que, neste primeiro campeonato, poucos times participavam e o campeão foi o time da Barra, que tinha como grandes destaques Marcos Barros e Balaio, amigos que tem convívio até hoje. Nas outras edições que vieram, firmas como a Hokko e a Matarazzo também montaram boas equipes e o campeonato caiu no gosto da cidade. Em semana de final de campeonato, uma rivalidade que perdurou por muito tempo nas décadas de 70 e 80 foi o confronto entre as equipes da Matarazzo e Cosipa.

Apesar das provocações, Quito relata que não ocorriam brigas, fato este muito comum nas várzeas nos dias atuais. “A semana inteira os jogadores das equipes ficavam cutucando uns aos outros, e só se falava nisso, tanto nos bares, quanto nas firmas. No entanto, havia respeito e nunca houve violência”, lembra Quito, que foi campeão em muitos anos e, além da várzea, jogou em times de Sorocaba (Barcelona e Monte Negro, Unidos, entre outros) e na juventude defendeu a Associação Atlética Saltense, da cidade de Salto/SP. Questionado sobre os amigos e companheiros do futebol, relata que muitos ficaram, por muitos anos, inclusive, jogando nos Parados e no Bumbo, que fizeram história no futebol local.

Atualmente Quito é aposentado e dedica seu tempo em manter um grande arquivo de fotos e vídeos da história de Salto de Pirapora e do futebol local, disponível no Facebook. Há, inclusive, muitos vídeos de festas, casamentos, aniversários e atos cívicos da cidade. Em sua residência, mantêm em arquivo inúmeras fitas de VHS, que datam a partir de 1986. Conforme a disponibilidade e autorização dos envolvidos, estes vídeos são colocados na internet e geram um grande número de pesquisas e compartilhamentos. A página de registros históricos da cidade chama-se Memórias de Salto de Pirapora e os registros esportivos estão na página Só Futebol, ambas no Facebook. Ambas são grupos fechados, mas os moderadores aceitam a participação de qualquer interessado. Podemos garantir que o leitor não vai se arrepender…

Para finalizar, Quito relata que sonha com a criação de um museu em nossa cidade, para que as informações e registros históricos de nossa cidade fiquem acessíveis para as futuras gerações e não se percam com o tempo.

Por: Luciano Camargo

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